segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

ESPETÁCULO HISTÓRIAS DE LENÇOS E VENTOS CHEGOU A LAGOA DO CARRO

                  “Azulzinha: ― Ai, eu queria tanto voar! Vermelhinha: ― E eu queria voar alto, com as nuvens! Amarelinha: ― E eu queria rodar com todos os rodamoinhos! Floreado: ― E eu queria me agitar como uma grande floresta em tempestade! Listrado: ― E eu como uma tempestade numa grande floresta! Transparente: ― E eu queria passar pelo céu como um cometa.”
Com essa intensidade poética do texto  os atores Gléicio Cabral e Charlon de Oliveira Cabral dividem o palco sob os cuidados da direção de Márcia Cabral, natural de Minas Gerais, que também atua no espetáculo para crianças – Histórias de Lenços e Ventos.
A montagem teatral pertencente ao Centro de Criação Galpão das Artes já percorreu cidades além de Limoeiro, como João Alfredo, Olinda, São Lourenço da Mata, Paulista, Surubim e chegando até em Minas Gerais no mês de julho do ano passado no Festival de Teatro da cidade de  Conselheiro Lafayete.
O autor do texto Ilo Krugli é um daqueles seres singularíssimos que, vez ou outra, surgem  neste planeta. Parceiro de Paulo Freire, Anísio Teixeira, Darcy Ribeiro, Nize da Silveira, sempre acreditou em uma educação de qualidade, por meio da arte. Pioneiro no conceito de arte-educação, o argentino naturalizado brasileiro desde 1961, fundou, em 1974, o grupo de teatro Ventoforte. Nesse mesmo ano, escreveu com maestria Histórias de lenços e ventos, peça de tom poético e singelo, feita para encenar com materiais simples, como cordas, lenços, jornais e papelão, entre outros. Por meio do diálogo e das canções que permeiam o texto, o leitor é arremessado a um mundo imaginário, em que a liberdade, a espontaneidade e a sensibilidade afloram a cada cena. Ao final do livro, há explicações sobre os elementos teatrais e também ali estão as partituras das canções entoadas no espetáculo. Histórias de lenços e ventos ganhou diversas premiações, ao longo dos anos e a cada montagem, até mesmo o Molière, Mambembe e APCA.
A história acontece assim, Azulzinha, lenço azul num quintal, se deixa levar pelo vento e será presa por soldados… O personagem “papel” vai procurá-la. Não consegue entrar no castelo medieval e então é queimado. Todos os lenços que esvoaçam pelos quintais são presos. Atores e público recriam o Papel com um coração de metal. Ele luta. Liberta azulzinha e os outros 300 lenços que estão em cena. Eles juntos formam um dragão. Que sai voando.
                Na agenda de 2017 o espetáculo esteve nesta semana em Lagoa do Carro, dia 25 de janeiro, quarta-feira, a convite do SESC Pernambuco, na programação da festa da padroeira Nossa Senhora da Soledade e apoio da Prefeitura local.

HOJE A BANDA NÃO SAI ESTREIA NESTE SÁBADO DIA 11


Um texto teatral antes de qualquer coisa conta uma história. Tem suas características próprias e pode ser lido como um outro texto qualquer, observando suas variáveis e especificidades.
Depois de o texto ter sido compreendido dentro deste viés de leitura, temos que observar as características peculiares do texto teatral.
A leitura dramatizada é uma forma de aproximação do teatro. Uma leitura dramatizada bem feita e bem conduzida pode conquistar um leitor e transforma-lo num espectador inveterado, mas mesmo sem se tornar um espectador ele passará por todas as emoções que um espectador passa ao ver o texto encenado.
Desta forma, o Centro de Criação Galpão das Artes vem experimentando nos últimos três meses a leitura da obra Hoje A Banda Não Sai, de autoria do paraibano Severino Tavares e proposta de encenação de Charlon Cabral. O elenco encabeçado por Jadenilson Gomes, Charlon Cabral ( veteranos ) e apresentando Gléicio Kelson, Márcia Cabral ( mineira de Buritizeiro ), Dvson Alves, Cida Campos, Waldésio Melo ( limoeirenses ) e Thiago Freitas, este último natural de Paudalho.
A encenação desenhada por Charlon Cabral propõe uma novela de rádio em seu último dia de apresentação, quando a mesma acontecia em auditório com a presença de espectadores ( radioouvintes ). Na ocasião, Hoje A Banda Não Sai é uma comédia que narra a história de um maestro da banda do lugar que é preso sob as ordens de um mal-humorado sargento, só porque o músico tocou em trombone a canção "Se você sincera", aquela em que fala da famosa "Aurora". A prisão só aconteceu porque é justamente esse o nome da esposa do delegado valentão. Daí, veio todo o mal-entendido. E sem maestro, não tem ensaio da banda, e sem banda, não tem festa para receber os ilustres convidados do prefeito. Enquanto todos tentam libertar o maestro, incluindo a própria Aurora, é vista a maior confusão que já se ouviu contar nas redondezas do município.
A comédia Hoje A Banda Não Sai terá sua apresentação dia 11 de fevereiro ( sábado ) às 20 horas no Centro de Criação Galpão das Artes ( rua Vigário Joaquim Pinto, nº 465 em Limoeiro) com ingresso popular no valor de R$ 10,00 ( reais ).

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

OFICINAS DE FÉRIAS NO GALPÃO DAS ARTES


As férias escolares de janeiro são essenciais para um bom desenvolvimento da criança. Escutar a contação de histórias, ler, pintar, cozinhar, dançar, cantar, como faz bem! O período de férias não é perda de tempo, mas sim tempo dedicado ao lúdico e ao descanso físico e mental.
      Dormir até mais tarde, fazer passeios diferentes, se divertir com um monte de brincadeiras. Essas são uma das melhores coisas das férias. Mas, além de descanso e diversão, esse período pode ser muito benéfico para o desenvolvimento social, emocional e cognitivo da criança, como mostrou um novo estudo feito pela Academia Norte Americana de Pediatria (AAP). Após cinco anos acompanhando de perto a rotina de escolas espalhadas pelos Estados Unidos, os pesquisadores chegaram à conclusão de que deveria haver um intervalo maior entre uma aula e outra, já que essas pequenas pausas entre as aulas e as maiores entre os semestres, ou seja, as férias, são essenciais para preparar a criança para novos conteúdos, além de deixar seu filho mais disposto para o aprendizado na volta às aulas. Apesar de não definir um período de tempo ou número de pausas, a Academia pede que mais estudos sejam feitos nessa área para que haja uma conclusão mais específica. De acordo com os pesquisadores, o intervalo melhora a concentração para a próxima aula, enquanto as férias ajudam na sedimentação do conteúdo pelo cérebro da criança. É claro que elas podem esquecer alguns conceitos mais específicos, mas, segundo os cientistas, muitas das informações aprendidas ao longo do ano ficam mais claras por meio das brincadeiras. Por essas razões, que o Centro de Criação Galpão das Artes estará promovendo uma semana de Ludicidade nas Férias de Janeiro, uma oportunidade para crianças se divertirem de forma criativa neste inverno. Trata-se de uma série de atividades integradas, com teatro, expressão corporal, contação de histórias, gastronomia confecção de brinquedos, reciclagem, artesanato em telha e pintura. Período de inscrição : até dia 14 de julho – somente pela manhã das 8 às 11:30 no Centro de Criação Galpão das Artes.  São apenas 25 vagas para crianças de 8 a 12 anos de idade!Período de realização : De 16 a 27 de janeiro de 08:00 às 11:30 horas. Maiores informações pelo telefone 9 9739 - 6207 com Fábio André, coordenação do projeto de Oficinas de Férias em Janeiro. O Centro de Criação Galpão das Artes fica localizado em Limoeiro à rua Vigário Joaquim Pinto, nº 465, no centro da cidade.

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

LEIDSON FERRAZ LANÇA DOIS LIVROS NO CENTRO DE CRIAÇÃO GALPÃO DAS ARTES

Leidson Ferraz faz lançamento dos livros “Panorama do Teatro Para Crianças em Pernambuco (2000-2010)” e “Teatro Para Crianças no Recife – 60 Anos de História no Século XX (Volume 01)” em Limoeiro no Centro de Criação Galpão das Artes

O jornalista e pesquisador teatral Leidson Ferraz preparou o livro “Panorama do Teatro Para Crianças em Pernambuco (2000-2010)” com o incentivo do Funcultura e a parceria cultural do SESC Pernambuco. Misto de gibi e álbum de figurinhas bastante colorido, o livro faz um registro da produção de espetáculos para crianças de 2000 a 2010 (onze capítulos distintos, um por ano) em todo o estado de Pernambuco, catalogando mais de 600 produções entre profissionais, amadoras ou estudantis, incluindo de Limoeiro. Numa diagramação que valoriza a porção lúdica da criança, concebida pela designer Claudio Lira, a inspiração foi compilar textos curtos de abertura em cada capítulo – como uma revista em quadrinhos – sobre vários acontecimentos ligados ao teatro e os espaços por ele utilizados, citando estreias e temporadas das montagens abordadas na imprensa ou o universo cultural que ronda a criança e a política cultural como um todo. “O objetivo é propor uma retrospectiva sobre o que aconteceu a cada ano, sempre em referência ao teatro feito para crianças, mas não somente”, diz o autor Leidson Ferraz. “Cada um dos onze capítulos encerra com a lista de montagens apresentadas naquele ano (2000, por ser o ano de estreia dos registros no livro, traz também as montagens que fizeram pelo menos uma apresentação naquele ano, mesmo que estreadas antes), com descrição detalhada das fichas técnicas completas, com milhares de artistas participantes (intérpretes e técnicos criadores), indicação do local de origem da peça, cidades visitadas e prêmios ganhos. Isso de todo o estado! Material inédito mesmo!”, complementa Ferraz. A Gráfica Santa Marta cuidou da impressão com esmero.

Já o livro “Teatro Para Crianças no Recife – 60 Anos de História no Século XX (Volume 01)”, que também conta com o incentivo do Funcultura e a parceria cultural do SESC Pernambuco, é fruto de pesquisa lançada originalmente em DVD em 2013 e faz um mapeamento histórico, recheado de fotos raras de peças, programas de espetáculos, personalidades ligadas ao universo cênico e anúncios publicitários, além de trechos de críticas e matérias jornalísticas das produções teatrais para crianças no Recife desde 1939, ano em que uma primeira montagem feita por e para crianças ocupou o Teatro de Santa Isabel em temporada (Branca de Neve e os 7 Anões, pelo Grêmio Cênico Espinheirense, em 5 de março daquele ano, com o lançamento das matinais infantis dominicais), com projeto pensado pelo teatrólogo Valdemar de Oliveira que transformou as opções culturais da meninada. Passeando pela produção do gênero infantojuvenil nos anos 1940, 1950, 1960 até final dos anos 1970, o livro traça um painel deste segmento tanto na produção amadora quanto profissional, abordando polêmicas, repertórios, festivais, artistas e técnicos e projetos os mais diversos voltados à infância e juventude no Recife. Com um total de 216 páginas, a obra conta com design de Claudio Lira (bem colorido) e orelha escrita pelo dramaturgo e diretor Luiz Felipe Botelho, o primeiro diretor profissional com quem Leidson Ferraz trabalhou como ator, na peça “Memórias da Emília”, em 1995, adaptada da obra de Monteiro Lobato. A impressão do livro é da Gráfica Santa Marta. O Volume 02 ainda busca incentivo para poder ser publicado.

Leidson Ferraz é organizador da coleção “Memórias da Cena Pernambucana”, em quatro volumes, e do livro “Panorama do Teatro Para Crianças em Pernambuco (2000-2010)”, além da pesquisa “Um Teatro Quase Esquecido – Painel das Décadas de 1930 e 1940 no Recife”. Atualmente prepara o projeto de salvaguarda de programas teatrais, “Teatro Tem Programa!”, com mais de 750 deles já catalogados. Jornalista formado pela Unicap, atualmente é Mestrando no Programa de Pós-Graduação em História da UFPE, cada vez mais envolvido com a história do teatro pernambucano. O lançamento será dia 20 de novembro, domingo, às 17 horas no Centro de Criação Galpão das Artes, localizado a rua Vigário Joaquim Pinto, nº 465, em Limoeiro, agreste setentrional de Pernambuco, localizado a 77 km do Recife.

sábado, 12 de novembro de 2016

Do Sertão ao Marco Zero e no Centro de Criação Galpão das Artes


De Brejo da Madre de Deus, na boca do sertão, até Recife, a Companhia de Dança Deborah Colker atravessará Pernambuco de 6 a 26 de novembro. A jornada é uma etapa decisiva para a realização do novo espetáculo do grupo: O Cão sem Plumas, baseado no poema homônimo de João Cabral de Melo Neto (1920-1999).
O cineasta pernambucano Cláudio Assis é o principal parceiro da coreógrafa no trabalho, do qual participa desde a concepção, em 2014. Ele acompanhou Deborah em duas viagens realizadas no ano passado, da nascente à foz do rio Capibaribe.Em 23 anos de história, a companhia se firmou entre as principais do Brasil e se apresentou nos palcos de dança mais importantes do mundo, em quatro continentes. Mas nunca tinha feito nada semelhante ao projeto intitulado Do Sertão ao Marco Zero.Três meses após dirigir a cerimônia de abertura das Olimpíadas do Rio de Janeiro e tendo no currículo um Laurence Olivier Award (2001) – prêmio britânico que nenhum outro artista brasileiro recebeu – e um espetáculo feito para o Cirque du Soleil (O ovo, de 2009), Deborah envereda agora pelo interior de Pernambuco.“Essa busca pela natureza humana é algo que tenho feito desde  (2005)”, afirma a coreógrafa, que antes desenvolvera uma linguagem em torno de experiências como o uso da parede de alpinismo em Mix (1995) e da roda gigante em Rota (1997).Se Tatyana (2011) e Belle (2014) se passavam, respectivamente, na Rússia e em Paris, sem que a companhia tivesse ido à Europa, Cão sem Plumas será marcado pelas vivências em Pernambuco.O eixo do poema (publicado em 1950) e do espetáculo é o Capibaribe, que corta o estado por cerca de 240 quilômetros, desde o trecho em que corre oito quilômetros abaixo da terra, no semiárido. Passa próximo a canaviais, manguezais e se encontra com o mar.Deborah, sua equipe de criação e seus 14 bailarinos farão intercâmbios com habitantes de cidades que vivem em torno do rio: Belo Jardim, Brejo da Madre de Deus, Limoeiro, Nazaré da Mata, Recife e Itamaracá.Cláudio Assis filmará as atividades da companhia em novembro. As imagens serão utilizadas no espetáculo, que estreará em junho de 2017, e comporão um documentário.A diretora e os bailarinos darão oficinas nas cidades para pessoas que não precisam ter qualquer experiência anterior com dança. Os professores também aprenderão com os alunos, profundos conhecedores do que é narrado no poema de João Cabral. Daí chamar de intercâmbios os encontros.“Vamos ensinar o que a gente sabe e aprender o que não sabe”, diz Deborah. “Estaremos com pessoas que se confundem com a terra em que vivem, que sabem de onde vêm e o que querem afirmar. ”Do dia 7 ao dia 10, as oficinas acontecerão simultaneamente em Belo Jardim e Brejo da Madre de Deus, com os integrantes da companhia se dividindo entre as localidades. De 14 a 17 é a vez de Limoeiro e Nazaré da Mata, na Zona da Mata. De 19 a 22, Recife, incluindo a Favela dos Coelhos. No dia 26, os mangues de Itamaracá. Ainda serão realizados saraus nas cidades, com apresentação de moradores.O ponto culminante das atividades está marcado para as 19h do dia 24. A companhia mostrará cenas já ensaiadas do balé em uma balsa que navegará no Capibaribe até chegar ao Marco Zero, onde o público estará acompanhando em telões.Deborah pretende que participantes das oficinas estejam na encenação que será realizada no ponto de partida da balsa. O espetáculo também contará com o poeta e cantor Lirinha, a Orquestra Santa Massa, o DJ Dolores e o grupo Frevotron.A trilha sonora do balé está sendo composta por outro pernambucano, Jorge dü Peixe, da Nação Zumbi, em parceria com Berna Ceppas, habitual colaborador de Deborah. Outro nome frequente nos trabalhos da coreógrafa, o cenógrafo e diretor de arte Gringo Cardia, acompanhará a viagem pelo Capibaribe, assim como o fotógrafo Cafi.A direção de produção é de João Elias, fundador da companhia.Os versos de João Cabral guiam tudo o que tem sido pensado em torno do espetáculo. Mesmo as oficinas terão como matéria-prima o poema.
“Ele é o timoneiro”, diz Deborah. “Mas quero ter liberdade de olhar para ele do jeito que eu quiser. ”Ela incluiu, por exemplo, garças na coreografia, embora as aves não sejam citadas pelo poeta pernambucano.“Elas são um pouco como a burguesia. Ficam próximas à lama preta do mangue, mas não se sujam”, explica a artista, que entrou no mangue em uma das viagens.O poema é político, mas sem ser panfletário. João Cabral narra em quatro partes (Paisagem do Capibaribe I e II, Fábula do Capibaribe e Discurso do Capibaribe) as dores do rio: suas sujeiras, a pobreza em volta, a desigualdade social, representadas em palavras fortes que se repetem, como lama, ferrugem, espada, cachorro.O “cão sem plumas” traduz a dureza da vida do rio e dos ribeirinhos. A imagem é metafórica, embora João Cabral seja sempre lembrado como um artista da secura, da precisão, não das metáforas.“Se eu, navegando num rio em Bangcoc, na Tailândia, pensei no Capibaribe, a culpa é dele, Cabral. O cão sem plumas pode estar em qualquer lugar, é universal”, afirma Deborah, que cita Chico Science como referência.“Não quero ser regionalista, não vou fazer manifesto para defender Pernambuco. Quero conectar com o mundo, comigo, que sou judia de origem russa e vivo no Rio de Janeiro. ”A Cia de Dança Deborah Colker tem o patrocínio da Petrobrás desde 1995.“Do Sertão ao Marco Zero” é apoiado pelo Ministério da Cultura – lei Rouanet, com patrocínio de Baterias Moura, Bradesco e Copergás.

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

PROGRAMAÇÃO DO CENTRO DE CRIAÇÃO GALPÃO DAS ARTES

ROSÉLIS ALVES E EMANUEL SACRAMENTO EM EXPOSIÇÃO NO GALPÃO DAS ARTES


No período de 4 a 7 de novembro, o Centro de Criação Galpão das Artes de Limoeiro abrirá as portas para receber exposições e mostras de dois importantes artistas plásticos da cidade. A arte educadora e artista plástica Rosélis Alves apresentará a Exposição Série Santa Mulher, além da II Aquarela no Barro Cores e Flores de Frida Kahlo. Ao mesmo tempo, o artesão, escultor e também artista plástico Emanuel Sacramento expõe suas peças na Mostra de Esculturas. O evento será aberto ao público sempre a partir das 20h. De acordo com a direção do Galpão das Artes haverá música ao vivo na sexta (4) e no sábado (5), com Gleicio Kelson e Dinho Melo. Neste mesmo período ainda haverá gastronomia com o chef Sílvio Rodrigues. O acesso é gratuito.

6ª EDIÇÃO DO JARDIM SONANTE TEM PARTICIPAÇÃO DO CENTRO DE CRIAÇÃO GALPÃO DAS ARTES NO MUSEU DA ABOLIÇÃO NO RECIFE

No domingo, 06 de novembro, acontecerá a 6ª edição Projeto Jardim Sonante, no Museu da Abolição. As atrações deste domingo serão as bandas Cellestino, Howay, Well Britoe Béllica. No mês da Consciência Negra, o Jardim Sonante terá ainda na sua programação um Recital de Poesias com a professora Odailta Alves e uma Oficina de Confecção de Brinquedos, fruto de uma parceira com o Ponto de Memória Centro de Criação Galpão das Artes, natural de Limoeiro. O projeto é realizado pela CFS Produções, composta pelos músicos Cannibal, Selton de Paula e Fabrício Felipe e tem por objetivo abrir as portas do Museu da Abolição para a reunião de bandas autorais do Recife, fomentando a produção musical local, a participação da juventude pernambucana em projetos culturais e ampliando o público do museu. A iniciativa potencializa a cadeia produtiva da música local, contribuindo para a expansão dos projetos socioculturais do Museu. “O projeto Jardim Sonante (JS) é de extrema importância para cena cultural pernambucana por ajudar a difundir nossa música, principalmente artistas que estão iniciando no mercado fonográfico, que na maioria dos casos não tem oportunidades para apresentar sua arte de uma forma organizada e objetiva” diz Cannibal em nome da CFS Produções. O Jardim Sonante quer mostrar a nova cara da cena autoral pernambucana, nos seus mais variados ritmos, culturas e ideologias .O evento acontece sempre no último domingo de  cada mês (exceto a 6º edição), a partir das 15h, nos jardins do Museu da Abolição. O ingresso cobrado é a doação de 1kg de alimento não perecível.

DEBORAH COLKER NO CENTRO DE CRIAÇÃO GALPÃO DAS ARTES

A Cia de Dança Deborah Colker desenvolverá uma metodologia de ensino da dança baseada nos princípios da dança contemporânea, estas podem ser lecionadas para amadores e/ou profissionais da arte. A realização de uma Residência Artística composta por uma carga horária de 360 horas. Esta carga horária será distribuída em oficinas de dança com duração de 4h cada, em 4 cidades do estado de Pernambuco; Brejo da Madre de Deus, Belo Jardim, Limoeiro e Recife atingindo um total de 1800 participantes. A Residência é uma atividade complementar da pesquisa de criação do novo espetáculo da Cia de dança Deborah Colker, “O Cão Sem Plumas”.As inscrições serão no Centro de Criação Galpão das Artes, localizado à rua Vigário Joaquim Pinto, nº 465, no centro de Limoeiro, entre os dias 8 a 9 de novembro, somente pela manhã de 9 às 11 horas. São 80 ( oitenta ) vagas e a inscrição será a doação de leite em pó no ato de inscrição. As oficinas ocorrerão dias 14 e 15 de novembro, com turmas de 20 pessoas por turnos, compreendidos entre os horários de 09h30 as 11h30 e de14h às 16h.O objetivo da Residência Artística é levar a arte do movimento para comunidades ribeirinhas, e ao mesmo tempo alimentar o processo criativo do trabalho através do contato com os locais, proporcionando um intercâmbio de percepções com os bailarinos/professores. O desejo da Cia de dança Deborah Colker é promover, fomentar e transformar cada vez mais pessoas rumo à arte. Desenvolvendo a inclusão social e o acesso da dança para todos, promovendo uma oportunidade criativa para cada participante se expressar e se sentir bem.

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

HISTÓRIAS DE LENÇOS E VENTOS VAI AGORA PRA OLINDA


“Azulzinha: ― Ai, eu queria tanto voar! Vermelhinha: ― E eu queria voar alto, com as nuvens! Amarelinha: ― E eu queria rodar com todos os rodamoinhos! Floreado: ― E eu queria me agitar como uma grande floresta em tempestade! Listrado: ― E eu como uma tempestade numa grande floresta! Transparente: ― E eu queria passar pelo céu como um cometa.”


Com a intensidade poética do texto Gleicio Kelson e Charlon Cabral dividem a cena no palco do Espaço Cultural Professor José de Barros Lins, próximo ao Centro de Convenções, no bairro de Salgadinho - Olinda/PE e produção de Lúcio Fábio e Izaltino Caetano. Na tarde do dia 14 de agosto, próximo domingo às 16 horas. O acesso é com o ingresso promocional no valor de R$ 2,00 ( dois reais ).

O autor do texto Ilo Krugli é um daqueles seres singularíssimos que, vez ou outra, surgem  neste planeta. Parceiro de Paulo Freire, Anísio Teixeira, Darcy Ribeiro, Nize da Silveira, sempre acreditou em uma educação de qualidade, por meio da arte. Pioneiro no conceito de arte-educação, o argentino naturalizado brasileiro desde 1961, fundou, em 1974, o grupo de teatro Ventoforte. Nesse mesmo ano, escreveu com maestria Histórias de lenços e ventos, peça de tom poético e singelo, feita para encenar com materiais simples, como cordas, lenços, jornais e papelão, entre outros. O espetáculo tem em seu currículo passagem pelas cidades de João Alfredo no Programa Mais Cultura, em Paulista no Festival de Teatro Para Crianças e em Minas Gerais no Festival de Teatro Para Infância e Juventude de Conselheiro Lafayete.

SINOPSE:
Azulzinha, lenço azul num quintal, se deixa levar pelo vento e será presa por soldados… O personagem “papel” vai procurá-la. Não consegue entrar no castelo medieval e então é queimado. Todos os lenços que esvoaçam pelos quintais são presos. Atores e público recriam o Papel com um coração de metal. Ele luta. Liberta azulzinha e os outros 300 lenços que estão em cena. Eles juntos formam um dragão. Que sai voando.

MAIS INFORMAÇÕES:  81 . 99739.6207 - TIM  -  Fábio André

I SEMINÁRIO DE BRINQUEDOS POPULARES


A  iniciativa  propõe  resgatar  e  valorizar os  brinquedos   populares   de forma   que   colaborem   na   construção   de significados  para  salvaguardar a memória, buscando  na  atividade  lúdica  um  espaço para   desenvolvimento   de   habilidades   e competências   de   forma   mais   prazerosa, resgatando nossas raízes, nossos costumes e tradições populares quando o assunto é brinquedo. A abertura do seminário será dia 22 de agosto, segunda-feira, no Centro de Criação Galpão das Artes às 8 horas da manhã com as presenças do produtor cultural Afonso Oliveira, Maria Oliveira ( artesã e bonequeira ), Miro dos Bonecos ( bonequeiro de Carpina ), e representantes do Museu da Abolição, ARTEPE. As palestras e debates com profissionais das áreas de educação e artesanato acontecem das 9h às 12h e  as oficinas de brinquedos das 14h às 17h30 com Charlon Cabral, Edna Alves e Jorge Raimundo que ministrará uma oficina de confecção do brinquedo mais reconhecido nos últimos tempos – Mané Gostoso. Os interessados em participar do Seminário  devem fazer contato pelo celular 81 9 9684 . 0567 e garantir sua participação nessa discussão bastante pertinente que transita entre o campo do artesanato e do brinquedo propriamente dito. As inscrições somente até o dia 19 de agosto.

PROGRAMAÇÃO

MANHÃ – DIA 22 / 08 – SEGUNDA-FEIRA
08:00 – CREDENCIAMENTO E CAFÉ DA MANHÃ
08:30 – ABERTURA OFICIAL
09:00 – APRESENTAÇÃO CULTURAL : MIRO DOS BONECOS, de Carpina
09:30 – TEMA:
BRINQUEDOS POPULARES TRADICIONAIS - UM RECORTE DA CULTURA DA INFÂNCIA

CONVIDADOS:
Márcia Santos – CEDCA – PE
Maria Elizabete – MUSEU DA ABOLIÇÃO
Maria Oliveira – BONEQUEIRA
Rosejara Ramos de Oliveira – Secretária Municipal de Educação e Esportes de Limoeiro
Ceça Santos – Associação das Mulheres Guerreiras de Camaragibe
Feliciano Félix – ARTEPE               


TARDE – DIA 22 / 08 – SEGUNDA-FEIRA
OFICINA DE CONFECÇÃO DE MANÉ GOSTOSO
OFICINA DE CONFECÇÃO DE BONECA
OFICINA UM OLHAR LUDICO SOBRE O QUINTAL

NOITE – DIA 22 / 08 – SEGUNDA-FEIRA
( EM CONSTRUÇÃO )

terça-feira, 26 de julho de 2016

NESTE FINAL DE SEMANA TEM HISTÓRIA DE LENÇOS E VENTOS NO PALCO DO GALPÃO DAS ARTES

“Azulzinha: ― Ai, eu queria tanto voar! Vermelhinha: ― E eu queria voar alto, com as nuvens! Amarelinha: ― E eu queria rodar com todos os rodamoinhos! Floreado: ― E eu queria me agitar como uma grande floresta em tempestade! Listrado: ― E eu como uma tempestade numa grande floresta! Transparente: ― E eu queria passar pelo céu como um cometa.”
Com a intensidade poética desse texto que G léicio Kelson e Charlon Cabral dividem a cena no palco do Centro de Criação Galpão das Artes na manhã do dia 31de julho,  domingo às 17:30 horas.
O autor do texto Ilo Krugli é um daqueles seres singularíssimos que, vez ou outra, surgem  neste planeta. Parceiro de Paulo Freire, Anísio Teixeira, Darcy Ribeiro, Nize da Silveira, sempre acreditou em uma educação de qualidade, por meio da arte. Pioneiro no conceito de arte-educação, o argentino naturalizado brasileiro desde 1961, fundou, em 1974, o grupo de teatro Ventoforte. Nesse mesmo ano, escreveu com maestria Histórias de lenços e ventos, peça de tom poético e singelo, feita para encenar com materiais simples, como cordas, lenços, jornais e papelão, entre outros. Por meio do diálogo e das canções que permeiam o texto, o leitor é arremessado a um mundo imaginário, em que a liberdade, a espontaneidade e a sensibilidade afloram a cada cena. Ao final do livro, há explicações sobre os elementos teatrais e também ali estão as partituras das canções entoadas no espetáculo. Histórias de lenços e ventos ganhou diversas premiações, ao longo dos anos e a cada montagem, até mesmo o Molière, Mambembe e APCA.

SINOPSE
Azulzinha, lenço azul num quintal, se deixa levar pelo vento e será presa por soldados… O personagem “papel” vai procurá-la. Não consegue entrar no castelo medieval e então é queimado. Todos os lenços que esvoaçam pelos quintais são presos. Atores e público recriam o Papel com um coração de metal. Ele luta. Liberta azulzinha e os outros 300 lenços que estão em cena. Eles juntos formam um dragão. Que sai voando.

  O espetáculo está recém chegado de Minas Gerais participando do Festival Municipal de Teatro da cidade de Conselheiro Lafayete. Além do espetáculo, a Oficina Um Olhar Lúdico Sobre O Quintal, da cidade de Conselheiro Lafayete, sede do Festival e Oficina de Brinquedos com o XIII Festival de Teatral.

CONTATO:
Fábio André de Andrade Silva - PRODUÇÃO GERAL
CENTRO DE CRIAÇÃO GALPÃO DAS ARTES
81 . 9 9739 . 6207 - TIM